Eu com Ela

23 janeiro

Sobre começar de novo (e contar contigo!)

Filed under: Sem categoria — by Ela @ 21:18

Vamos falar de putaria, que tal? Aaaah, tá aí um assunto certeiro! “Manda meu, Amor, que assim você vai longe, assim me faz feliz e, mesmo que seja tosco, vou adorar”.

Ok, então vamos nessa…

Vamos transformar uma noite de swing frustrada em uma noite incrível? E em dose dupla?

Saímos do sítio para a cidade grande, pra longe dos moralismos caipiras e tradições familiares. Deixamos filhos, sogra/mãe, cunhada/irmãs pra viver o Amor coletivo, na sua forma mais sincera, desejada, ardente, em comum acordo, compartilhando nossas fantasias.

Vale entrar de calça, bermuda, chinelo, combinando ou com listras e xadrez ao mesmo tempo. Vale tudo (porque esse negócio de comer a mulher do outro, mas desde que esteja de calça, não dá, né?!).

Entramos ao emblemático som de Madonna, clima intimista, meia luz. Uma dúzia de pessoas no bar, várias na pista.

– Dois gins tônicas, por favor – me antecipo.

– E uma cerveja – você pede (afinal, tem que ter uma cervejinha!).

Vamos para a pista e logo um casal chega junto. Ela se aproxima de mim, parece cheirar meu cabelo, solta um ar quente na entrada da nuca, sinto sua boca em meu pescoço. Fecho os olhos, mas não sem antes te observar: língua nos lábios, cara de safado. Não vejo, mas já imagino seu pau crescendo sob a cueca preta que adoro e insisti que colocasse.

Ela me acaricia lentamente – ou eu já estou entorpecida e vejo tudo em câmara lenta (ou slow motion pra ser mais moderna e poliglota! rs). Passa a mão nos meus cabelos, roça seus seios nos meus, desliza sua perna na minha. Ousada que só, já enfia um dedo dentro de mim. Ela me deita no balcão, me beija molhado, quente, gostoso. Eu gosto. Eu quase gozo. E antes que a brincadeira continuasse, vocês, bons homens que são, nos tiram do transe e nos encaminham para um local mais “apropriado”.

beijo lésbico

Ônibus? Cinema? Não, um corredor em frente a uma das salas de exibicionismo. Dentro dela, duas mulheres se pegando. Sucesso. Mas ao chegar, somos nós quem chamamos atenção. A sincronia de nossos corpos e o tesão e a tensão sexual que voa no ar não permite concorrência.

images

Putinha exibida que sou, adoro! Meu principal voyeur que és, delira. Ela abre meu vestido de zíper e num instante estou desnuda. Deslumbrada. Em êxtase. Você me percebe e atua, sabe que estou entregue e começa a tirar a roupa dela, para não me tirar do meu infinito particular.

Desabotoa sua blusa, levanta sua saia, enquanto na minha coxa ela rebola, ao mesmo tempo em que chupa meus seios. O cara que a acompanha quer brincar também e passa a me encoxar. O pau dele na minha bunda. A minha buceta na perna dela. Seus dedos a despindo. A boca dela no meu peito. Uma dança ritmada sem precisar saber que música toca.

Me perco, me esqueço, desejo. Quando me dou conta, estamos com os joelhos no chão, revezando vocês. Conheço tua pica até no ápice da loucura, de olho fechado, num universo paralelo. É meu maior prazer quando o recebo em minha boca. Mas, boqueteira boa que sou, vivo bem mais a insistência do pau dele. Não hesito. Lambuso, esfrego a cara, engulo todinho, passo a língua, brinco e deslizo até os seus pentelhos.

Ela, obviamente, não fica atrás. Te engole, te sente, te toma, te recebe de boca e garganta, de peito e buceta aberta. Nosso mel escorre. Não nos apresentamos, não sabemos seus nomes, mas o prazer é meu, é seu, é deles.

Você me põe de quatro do jeito que eu gosto. Começa devagar até chegar a estancadas brutas. Vamos num vai-vem nosso, pra lá e pra cá, com caras e bocas, suor e swing, satisfação e derretimento. E de repente somos só nós (e uma plateia, como bem gostamos, como nunca percebemos e nem sabemos de fato de ela existiu).

Gozamos como sempre, como nunca. Como a gente.

foto (84)

Ah, sim, tem mais… Falei em dose dupla no início do texto, certo? Mas aí fica pra quando chegarmos ao tal motel possivelmente compartilhado. Aí fica pro próximo post…

Anúncios

03 fevereiro

Sobre sonhos e realizações

Filed under: Isso somos Nós,Músicas — by Eu @ 16:33

 

20 janeiro

Sobre a arte de realizar sonhos

Filed under: Isso somos Nós — by Eu @ 16:51

Esse quadrinho foi praticamente feito por encomenda, embora sua publicação date de muitos meses atrás (originalmente publicado aqui)

21 dezembro

Sobre a arte de preparar surpresas – um exemplo prático II

Este post nasceu poucas horas do post abaixo. Eu o fiz, mas como ainda não tinha imagens, mostrei para Ela antes de publicar. Eu finalizei o texto no trabalho e Ela o acessou online. E não gostou. Quer dizer, gostou, mas ficou com ciúmes (como pode?!) e até sugeriu que eu não o publicasse. E Eu ia atender seu pedido, mas escrever este sem o outro ficava meio capenga. Por que? Porque Ela me lembrou na prática de algumas outras regras de ouro para uma surpresinha que ficaram faltando no post anterior…

A primeira delas é: mesmo que algo impeça a surpresa de ser executada em um determinado momento, não abandone a ideia e muito menos conte o que tinha em mente. Há de chegar um outro momento, mais apropriado em que ela poderá ser feita com sucesso.

Outra: a absoluta falta de expectativa também é um (óbvio) ingrediente para fazer a surpresinha ter sucesso. Ou seja, gerar expectativas sem dar pistas, como na sugestão do post anterior, dá certo. Mas não gerar expectativas também é um bom caminho.

Pois bem, depois de mandar o post para Ela e trabalhar mais um pouco, voltava para casa, idealizando que Ela me esperaria animada para mais uma trepada no dia (já havíamos transado pela manhã). Mostrando que o mar não estava para peixe, há uns 10 minutos de chegar em casa recebo uma mensagem alegre, de que finalmente, depois de semanas de procura Ela havia conseguido uma faxineira (cara) para dar uma limpada na casa, que realmente estava precisando. Ao chegar em casa, encontro isso:

Vale o preço, né?

Que bela surpresa! Uma faxineira e tanto… rs. Como não poderia deixar de ser, eu me sentei em meu sofá, tirei o sapato, abri a camisa, e ordenei que Ela fosse pegar uma cerveja para mim (eu não tinha em casa quando saí, mas Ela já tinha providenciado). Perguntei se Ela estava gostando do serviço, e o que mais Ela fazia além de limpeza. “O que for preciso”. Tirei o pau para fora e a fiz ajoelhar e começar a fazer uma chupeta. Mas, não queria gozar tão rápido, então peguei a máquina fotográfica e a fiz trabalhar na limpeza enquanto eu a fotografava. Putinha, Ela se mostrava, arrebitava a bunda e fazia poses.   Eu não estava mais aguentando e a pus no sofá e comecei a chupá-la. Ela gozou na minha boca, e eu então fiquei me aproveitando Dela. Ainda sentada no sofá, dei a volta e a fiz me chupar novamente, socando meu pau dentro de sua boca e dando uns tapas na sua cara. Ela gemia entre o gostando e o contrariada, pois eu enfiava o pau com uma violência negligente. Mas empregada, não podia negar-se a seu patrão.

Quando quis, mandei-a parar e fui para sua frente, onde com uma única estocada firme enfiei tudo de uma vez dentro Dela, que de novo (ou ainda) gemeu profundamente, com um misto de tesão e contragosto. Dei mais algumas investidas, segurando firme em seu rosto e erguendo seu quadril para que a penetração fosse ainda mais profunda.

Ainda era pouco. Eu tinha uma serva, uma puta que estava lá para atender a meus caprichos. Então a pus de quatro e comecei a comê-la como uma cadelinha, ora as duas mãos agarrando forte sua cintura, ora apenas uma enquanto a outra passeava pelo seu corpo, puxava seu cabelo, dava tapas na sua bunda. “Vai cachorra! Dá gostoso! Dá como a cadelinha que você é!”.

A mão então escorregou para suas costas, um pouco acima da sua bunda e com o polegar comecei possuir também o seu rabo. Gemidos de dor e prazer continuavam se misturando. Molhei seu cuzinho com meus dedos e enquanto Ela ameaça uma hesitação comecei a penetrá-la. “Relaxa putinha. Relaxa que você vai acabar gostando…” Lenta, mas continuamente fui enfiando todo meu pau dentro Dela, alargando, arregaçando, demarcando, possuindo. “Vem vadia! vem ser minha!”

Agora os gemidos não exprimiam contrariedade, só prazer. Ela abriu o rabo com suas mãos e implorou para que eu a fodesse com força, o que obedeci com prazer. Sim, havia dor. Mas apenas a dor do prazer. Do prazer da entrega. Do prazer de não ser dona de si. De ser possuída, comida, sodomizada. Ela gritava de tesão. Eram umas 6 da tarde e os vizinhos sabiam que algum lugar uma Mulher se tornava, uma vez mais, a puta de alguém. Quando senti que ia gozar, tirei o pau e lambuzei suas costas e sua bunda com jatos fartos e satisfeitos.

Belo serviço. está contratada!

Sobre a arte de preparar surpresas – um exemplo prático

Sem falsa modéstia, uma das coisas que eu mais sei fazer é preparar surpresinhas para Ela. Esse blog foi a primeira delas, e depois vieram muitas outras (a da páscoa de 2009 já citada aqui, foi a mais elaborada). Nos últimos tempos devido a mais absoluta falta de tempo, o que explica inclusive o sumiço deste espaço, não fiz nenhuma.

E essa é a primeira dica para quem quer preparar uma surpresa para alguém. Há que se ter tempo para elaborar, pensar, tentar visualisar eventuais falhas, pesquisar, imaginar, etc… A ansiedade gerada pela expectativa do que vai acontecer é para mim um dos encantos de se fazer uma surpresa. E, para isso, mais uma vez é preciso tempo para vivê-la como se deve.

Outro ponto fundamental é o seguinte: é lógico que como qualquer presente é a pessoa que vai receber quem deve ser a prioridade, ela é quem será agraciada. Mas é imprescindível que você também curta o que está programando. Nada de levá-la para ver um filme que não gosta, ou coisas do tipo. Acredite, ela vai gostar muito mais se você também estiver curtindo de verdade.

O terceiro é: atente aos detalhes. Todos, ou todos os que der conta. Desde o que ela gosta, passando pela “fase” que ela está, e procure ser minucioso. Nesse tipo de ação, democracia não serve para nada. Não pergunte a ela o que ela quer. Atente aos detalhes. Leia-a. Se tiver na dúvida prepare plano A e plano B e conduza de acordo com os sinais dela. Acredite, ela os dará.

Uma vez idealizada a surpresa, prepare com esmero a condução, a forma com que vai levá-la até lá. Um simples presente “fora de hora” não é exatamente uma surpresinha como a que me refiro aqui. O mesmo presente dado de forma inusitada sim. O encanto que ela terá será não só pelo presente, mas exatamente pela forma com que foi ganho, pelo quanto que idealizou, preparou etc. Com isso, ela se sente adorada, querida, cuidada, etc. E você a conquista.

Pois bem. Ela já ganhou diversas surpresinhas. Desde uma aliança com pedido de casamento nas areias de Copacabana na virada do ano (que Ela teve que “conquistar”, fazendo uma espécie de caça ao tesouro acertando outros 11 presentes que traziam dicas para o próximo) até a experiência de ser uma puta por uma noite. A que vou contar aqui se enquadra mais no segundo tipo…

Comecei reservando com antecedência um dia na sua agenda. Uma sexta. Umas 2 semanas antes avisei: “não marque nada na sexta dia 15. Esse dia serás minha”. Para a ocasião ainda comprei um par de meias calças 7/8 pretas de uma marca que Ela gosta, além de uma calcinha fio dental com uma abertura frontal (que permite uma penetração sem a necessidade de tirar a calcinha).

Conforme o dia ia se aproximando eu ia avisando que Ela seria minha, que estaria a meu dispor, que seria minha putinha, minha escrava, e que estivesse pronta para me servir a partir das 19 hs. (Criar e administrar as expectativas é parte importante de uma surpresinha bem sucedida).

Quando finalmente o dia chegou, eu tinha programado uma pré-balada em um bar mexicano (nos damos bem com tequila), uma noitada em um clube de swing (já tínhamos ido outras duas vezes, mas de leve, o máximo que tínhamos feito foi nos exibirmos e Ela chupar outro cara), e, claro, um motel para terminar. As roupas foram dadas com certo estilo: ao chegar em casa Ela encontrou um bilhete que dizia que Ela deveria usar um espartilho que deixa seus seios à mostra, salto alto, um vestido “de fácil acesso”, além dos presentinhos. Na cozinha, uns comes (pão, patezinhos, queijo) e bebes (cerveja, vinho e tequila) e uma seleção de músicas especialmente preparada para a ocasião tocando.

Às 20hs passei para pegá-la. No mexicano apenas bebemos e nos provocamos com olhares, até que umas 23hs dei a Ela um aditivo químico e falei que íamos dançar. Ela já imaginava que nosso destino era a casa de swing, mas fez seu papel e ficou quietinha, sem tentar adivinhar o que já sabia.

Entramos e fomos para a pista de dança que, felizmente, tocava clássicos da disco dos anos 70 e 80. (Essa é uma coisa incrível quando preparamos uma surpresinha cuidadosamente. Embora nunca tudo dê totalmente certo, as pessoas e o destino costumam ajudar e conspirar para o sucesso geral da empreitada).

Ficamos nos esfregando e analisando os casais que circulavam por ali. De quando em quando ao passear as mãos pelo seu corpo, levantava seu vestido de forma a deixar sua bunda à mostra, o que Ela valorizava, ora empinando, ora descendo ainda mais o corpo. Isso chamava a atenção de alguns homens, e até de algumas mulheres. Mas, nós dois gostamos mesmo de conseguir os olhares e até a aproximação de um casal em especial.

Ele era moreno, um pouco mais alto do que eu. Cara quadrada, bem másculo, barba cerrada meio por fazer, entre o forte e o gordinho, mãos grandes e ligeiramente calejadas. Ela adorou. A moça era uma loirinha mignon, queimadinha de sol, seios médios, mas firmes (nenhuma das duas usava sutiã), e uma boca carnuda deliciosa. Eu adorei.

Em uma boa sequência de Prince, Michael Jackson e Steve Wonder, começamos a dançar juntos os quatro. Ela se deixou ser encoxada e tocada pelo Outro. Rebolando de costas para ele sentiu sua excitação e me puxou para junto Dela, ficando em um sanduíche. A Outra, um pouco menos safada, também ficou se roçando em mim, sentindo minha pica dura, mas quando tentei pegar em seus seios, se desvincilhou. A sequência acabou indo para uma Madonna. Eu e Ela continuamos a dançar mas os Outros, foram meio desinteressados, meio olhando para Nós, para dentro do clube, onde a putaria rola.

Pouco tempo depois, fomos atrás. Na minha cabeça, a surpresinha incluía uma suruba. Nos corredores da casa de swing vários casais se pegando, exibicionistas nas mesmas cabines que usamos semanas antes, e muito sexo dentro de um ônibus e no cineminha. Por instinto, fomos para o cinema. Lá dentro, uns casais trasando meio aleatoriamente pelas poltronas. Na primeira fileira, uma coroa ajoelhada chupava e punhetava alternadamente dois caras que estavam sentados. Sabíamos que depois da última fileira tinha uma espécie de vão onde a pegação rolava solta. Fomos para lá.

Ao subir o corredor lateral, vimos que lá no canto superior estava o casal que havíamos gostado. O Outro estava de pé com as costas bem no córner da parede, calças no joelho e olhar ora na Outra que ajoelhada o chupava com gosto e rara beleza, ora nas outras pessoas. Passamos por eles e paramos ao lado, a menos de um metro de distância. Eu meio fechando a passagem, de lado, com o ombro na parede, e Ela de frente para mim e de costas para eles.

Ao invés de se ajoelhar para me chupar, Ela deu um passo para trás e inclinou o tronco para poder começar a fazer a chupeta maravilhosa que Ela faz. Com isso deixou sua bunda meio arrebitada ao alcance das grandes e calejadas mãos do Outro. Eu, então, subi seu vestido, deixando todo o seu rabo com aquela calcinha fio dental enfiadinha à mercê do Outro, que entendeu o recado e não tardou em começar a acariciá-la.

Ela sentia suas mãos firmes, se abria e se oferecia mais. Não demorou e o Outro percebeu que o caminho para sua buceta estava totalmente desobstruído. Ela estava totalmente melada e queria ser penetrada. Sem vacilar, ele enfiou de uma vez um dedo inteiro Nela, que soltou um gemido delicioso. Outros homens começavam a se aproximar para apreciar o espetáculo. Ela se abria e se entregava para aquelas mãos de estivador e gemia com uma sinceridade que excitava a todos.

O Outro então me olhou, pedindo, silenciosamente, permissão para penetrá-la. Eu assenti com a cabeça. Ele tirou uma camisinha do bolso, abriu e deu para a Outra, que colocou no seu pau com a boca. Ele então se virou, segurou firme nos quadris Dela e meteu fundo e forte. Ela gemeu ainda mais alto, empinou mais a bunda e abriu mais as pernas. Queria mais pica. Para melhorar a situação e atrair ainda mais público, a Outra se enfiou entre as pernas Dela e começou a lamber (mais ou menos ao mesmo tempo) o pau do Outro, que entrava e saía com firmeza, ditando o ritmo dos gemidos de ambos, e o grelo Dela. É incrível e surpreendentemente boa a sensação de possuir uma Mulher a tal ponto que se pode emprestá-la, e com isso fazê-la ainda mais sua. Sim, Ela dava e se excitava com outro, mas porque eu deixei, com quem eu deixei, do jeito, na hora e no lugar que eu quis. Ela era minha, e eu podia fazer com Ela o que eu quisesse.

Essa sensação, somada à visão de Ela aberta, oferecida, sendo enrabada por um homem que a segurava como eu sei que Ela gosta já me excitava demais. Mas a Outra realmente sabia das coisas, e abandonou a buceta molhada Dela e veio fazer um boquete no meu pau. As duas então começaram a me chupar ao mesmo tempo. A Outra engolia minha pica quase inteira e dava uma sugada que me arrepiava a alma. Ela ameaçou uma ação possessiva que eu logo cortei. “Se entrega vadia. Para mim, para os outros, para a noite.” Ela então segurou a base do meu pau e punhetando ofereceu à Outra que abocanhou com gosto e passou finalmente e pela primeira vez na minha vida, a engolir todo o meu pau. Ela voltou a se concentrar no Outro que metia Nela. Entregá-la assim e ser deliciosamente chupado por duas mulheres foi demais para mim. Com a pica toda na boca da Outra eu gozei. As duas dividiram meu gozo e continuaram a lamber meu pau até deixá-lo limpinho.

Eu então abaixei e ordenei a Ela: “Quero ver você mostrando a puta que você é. Quero ver fazer outros paus gozarem.” Ela se apoiou em mim e foi com o rabo para trás atolando o pau do Outro em sua buceta e voltando a soltar um gemido do fundo da alma. Olhou para o lado e viu que um outro cacete se apresentava para Ela, e convicta, passou a chupá-lo e punhetá-lo, ainda apoiada em mim. Seus gemidos e sua performance levavam todos à loucura. Alguns caras gozaram só de assistir a tudo. O cara que Ela punhetava anunciou que ia gozar e Ela também foi se excitando cada vez mais. O gozo desse terceiro escorria pelas mãos Dela quando o Outro também começou a anunciar que seu orgasmo estava perto. Estiquei meu braço e comecei a estimular seu clítoris. Vendo que o Outro estava prestes a gozar, Ela anunciou “Goza em mim!” Ele tirou a camisinha e lambusou seu rabo. Ela tremendo e gozando já há alguns segundos começou a desfalecer tremendo em meus braços.

A surpresinha já tinha dado certo e muitas outras coisas ainda aconteceriam naquela noite…

11 julho

A melhor noite do ano

Foi uma sexta-feira. Para ser mais preciso, dia 6 de maio. Pode ser que alguma outra noite do ano a supere (e eu espere que sim), mas por enquanto, não tem discussão.

Era aniversário de um amigo. Como sempre acontece tinha um monte de programas “concorrentes”. Era também dia de uma samba que queríamos ir (com o Monarco), era dia combinado de ficarmos só nós dois, e ainda tinha um poker na casa da minha irmã. Apesar do Monarco fomos à festa, que era em um puteiro semi desativado no centro.

Ela foi a caráter. Vestido preto, curto, salto alto, calcinha vermelha fio dental, e uma fitinha de striper no meio da coxa. Uma verdadeira puta. Eu fui como cliente. Literalmente. Na balada, beijos, abraços, tequila e amigos. Dançamos, nos esfregamos, curtimos, mas a festa acabou, e queríamos mais, muito mais. Na frente havia um puteiro furreca, desses típicos do centro. Antes de entrarmos já tínhamos visto e comentado que ali não era lugar para Ela, que era sim uma puta, mas uma puta de luxo. Se algum dia fôssemos a um puteiro seria um à altura Dela.

Pois bem, às 4 da manhã, achamos que Ela bem podia ser uma putinha barata e entramos. Lá dentro, fim de festa, poucas putas, poucos clientes, nem um show. Mas uma Mulher se destacava dos demais, era Ela. Minha puta. Se comportou de acordo com a situação. Tirando sua incomparável beleza, Ela era uma puta como outra qualquer. Estava lá trabalhando, e seu trabalho era proporcionar prazer a seu cliente. Circulava com desenvoltura entre as mesas e não ligava para os olhares cobiçosos de outros clientes, ao contrário, andava rebolando mais que o usual, sempre com a bundinha arrebitada, provocando-os. Ia ao bar pegar bebida para mim quando eu queria, deixava o corpo à minha disposição (e por ele minhas mãos e língua passeavam livremente). Ao meu pedido, fez até um showzinho de strip numa das barras de pole dance que ficavam no palco, no centro do salão. Na verdade, não chegou a ser um strip já que Ela não tirou a roupa, mas dançou, rebolou, desceu no mastro, mostrou os seios e levantou o vestido de forma que todos puderam admirar seu lindo ventre com sua calcinha enfiada no rabo… Ficamos pouco mais de uma hora, e, excitadíssimos, fomos embora para casa.

Ela tinha me deixado louco com sua performance. Eu tinha ido para casa com a puta mais gostosa e cobiçada da noite e queria aproveitar disso. E Ela, mais ainda do que naquela outra noite estava disposta a ser minha. A se entregar como uma profissional aos desejos e caprichos do macho que a acompanhava. Mais do que isso, estava pronta para se fazer desejada durante o período que fosse, e a suprir esse desejo.

Durante horas Ela foi minha. Totalmente minha. A possui de todas as formas que eu quis. Ela não negava nada. Chegando em casa, ainda na sala,  já levantei seu vestido, pus sua calcinha de lado e meti fundo e forte. Ela com as mãos apoiadas na mesa, pernas abertas, e buceta molhadinha de tesão me recebia obedientemente. Puxei seus cabelos, a fiz olhar para mim com cara de puta, a comi quase só com violência e gozei dentro Dela. Ela não gozou. Mas não importava. Ela estava lá para me satisfazer e me instigar, para me servir. E assim foi.

Bebemos, dançamos, rimos, conversamos, nos beijamos e metemos. Muito. Quando quis a observar, mandei abrir as pernas e masturbar-se enquanto eu batia uma punheta e a fotografava. Quando quis ser chupado, fiz ela rastejar de quatro como uma cadelinha, vir a meus pés, submissa, chupar meu saco e fazer um boquete enquanto eu filmava sua atuação digna de estrela pornô. Quando quis sentir o gosto de sua buceta, abri suas pernas, desci até seu ventre e me lambuzei de seu mel, ora passeando com a língua ao redor do seu clítoris, ora enfiando a língua dentro Dela, ora acariciando seu ponto G e enfiando dois dedos em sua buceta e chupando ao mesmo tempo. Quando quis me servir de seu corpo, a deitei sobre a mesa, de costas, com os seios sobre o tampo, quadril e pernas pensos no ar, seguros por mim e a meti tão profundamente que sentia a cabeça do meu pau tocar o fundo da sua buceta. E, quando quis mais de seu corpo, a fiz ficar de quatro no chão e a comi como uma cadela.

Finalmente, quando quis gozar de novo, (coincidentemente) a coloquei na mesma posição de nossa primeira trepada pós-balada: mãos apoiadas na mesa, pernas abertas, só que dessa vez sem camiseta, seios nas minhas mãos, apertando firmemente seus bicos como Ela gosta e de novo a comendo com violência. Mas dessa vez, meu tesão estava quase incontrolável. Eu estava realizando uma das minhas mais antigas fantasias. Estava fudendo com uma puta de primeiríssima qualidade durante uma noite inteira. Estava me satisfazendo com uma vadia disposta a me servir. E o que era melhor: sem pagar nada! Aquela puta era minha pelo prazer de se entregar para seu macho. Ela era minha não somente aquela noitada, não somente por aquelas horas, mas Ela era minha pelo tempo que eu quisesse. Era minha naquela manhã, como continuaria sendo no dia seguinte, porque era, literalmente minha puta, minha vadia, minha Mulher!

O entusiasmo do tesão transubstanciado em uma espécie de fúria, me fez meter com tanta força que seu quadril saltava para cima a cada estocada. Para controlá-la melhor, segurei firme em sua mini saia rosa, esgarçando-a,  mas amarrando-a em meus punhos de forma que pudesse mantê-la com a cintura soerguida, controlando-a como a uma égua no cabresto, pés descolando do chão, enquanto a possuía.

Pela primeira vez, desde que havíamos voltado para casa, Ela estava perto de gozar. Ia perdendo o controle de seu corpo, que ficava cada vez mais pesado. Isso me excitou ainda mais e eu a mantive firme, quase suspensa no ar, com meu pau entrando e saindo de sua buceta cada vez mais molhada. Já era dia, a música tocava alto, mas seus gemidos superavam tudo e o mundo pode ouvir seu delicioso orgasmo, que coroando a Melhor noite do ano, veio junto com o meu. Seu corpo desfaleceu, e como eu também fiquei subitamente fraco, apenas a escorei, para que eu pudesse sentar e então ampará-La.

Essa é minha Mulher. E essa foi, por enquanto, a Melhor noite do ano.

30 maio

Sempre o teu amor

Filed under: Isso somos Nós,Músicas — by Ela @ 17:07

SEMPRE TEU AMOR – Velha Guarda da Portela

Eu não sou ninguém
Como tu sabes amor
Só tenho a vida
Só tenho a alma
Que Deus me deu
Se tu queres
Bem assim como eu sou
Eu serei de corpo e alma
Sempre teu amor
Se conservares pra mim
O teu amor sempre sincero
Teu serei
E nos teus braços eu morrerei

Eu serei, meu amor, sempre, sempre, sempre o teu Amor.

25 maio

Fogo nas Entranhas

A noite começou de dia e terminou ao 12h do dia seguinte. Era sexta-feira, por volta das 15h e eu já estava cheia de ideias pornográficas na cabeça, que foram surgindo aos poucos, sem muito planejamento inicial. Já tinha comprado uma calcinha com o rabo bem fininho, do jeito que Ele gosta, mas desta vez branquinha, de corações, com ar de “fico assim gostosa para ver TV” e não mulher fatal, como o de costume. Voltando para casa a pé, com a cabeça nas nuvens, achei outra loja bacana, entrei e vi uma meia calça preta bem sensual, um livro do Almodóvar com o sugestivo título: “Fogo nas Entranhas”, velas e estava pronta minha surpresinha para Ele. Ainda teve uma tentativa frustrada de jantar, que não vale a pena mais que este registro.

Cheguei em casa e Ele estava dormindo, ou indo dormir, o que foi ótimo, pois deu tempo de preparar minha gracinha. Ascendi as velas espalhadas estrategicamente entre cozinha e sala, coloquei os presentinhos em cima da mesa, tomei banho, me perfumei de mim mesma (Ele diz que é seu cheiro preferido!), vesti a calcinha nova, uma camiseta branca sem sutiã e fiz o estilo “casual” para agradá-lo. Quando Ele desceu, eu estava na cozinha, como se fosse lavar a louça, com a buceta roçando a pia gelada e a bunda arrebitada para os seus olhos.

Ele se aproximou já com pau pulsando de tão duro, rebolei enquanto era encoxada. Recebi elogios, de puta para baixo, e fiquei ainda mais excitada. Ele me atacava com pulso firme, me pegava com força, puxava meu cabelo, acariciava meus seios, até enfiar a mão entre as minhas coxas. Como um só corpo, nos arrastamos para a sala, fui jogada no sofá e, literalmente com “fogo nas entranhas”, me abri para que Ele me penetrasse fundo. Ele colocou o pau só para me instigar, depois caiu de boca. Sua língua entrava e saia de mim, pressionava meu clitóris, voltava para dentro, saia e me enlouquecia, até que explodi num gozo maravilhoso, que me deixou ainda mais soltinha, pronta e arregaçada para sua pica. Começamos metendo de frente, minhas pernas estavam no seu ombro e seu pau completamente enfiado. Depois fui virada por Ele, fiquei de quatro e comecei a dar que nem uma vadia completa. Enquanto era metida, enfiava meus dedos na minha boca, simulando um boquete, com o cabelos puxados. Gemia, até que senti seu gozo me invadindo o corpo, a alma e o prazer todo do mundo estava ali. Naquela hora. Com a gente. E ainda eram 20h da sexta-feira.

Após o sexo e o descanso pós-sexo, fomos para a cozinha, abri um vinho enquanto Ele se surpreendia com seus presentes. Comemos minha tentativa de jantar, bebemos mais um pouco e fomos nos arrumar para a night. Num dia como este, não faltava inspiração. Pelo contrário, havia de sobra. Como se não bastasse os hormônios que dominavam nossos corpos fazendo manter uma excitação quase constante, ainda descobrimos que a festa do amigo que iríamos era num puteiro, no centro da cidade. Inacreditável! Coloquei uma calcinha vermelha (agora sim, também fininha na bunda, mas de “mulher fatal”), uma fitinha bem sexy na coxa, um vestido preto decotado e bem curto e… um salto fino. Sou mulher de rasteirinha, raras são às vezes que subo num salto, ainda mais fino. Mas por amor, fantasia e um bom sexo, topo todas. Até passar a noite me equilibrando num patamar acima. O que eu não imaginava é que este pedido dele (o uso do salto) ia despertar em mim um prazer maior que o de agradá-lo. Gostei da brincadeira, me vi ainda mais posuda, me senti mais sexy naquele sapato.

Chegamos e me decepcionei um pouco, achei que encontraria palquinhos sugestivos, vermelhos e luzes diferentes, mas não havia nada muito puteiro. A frustração durou pouco. Ser/estar numa noite vazia é uma questão de estado de espírito, de alma e independe totalmente do local onde se encontra e quem está ao redor. E estava eu e Ele e estávamos nos querendo e isso era o que importava. No alto dos meus 1m60, mais o salto, dancei provocando-o o tempo em que ficamos ali. Quando estávamos longe, trocávamos olhares, nos seduzindo o tempo todo. Dançamos forró, desci até o chão no pau dele durante o funk, sambamos, pulamos, até que a festa começa a ter cara de fim.

A sede dos nossos corpos, de álcool e de quero mais era tamanha, que nos despedimos de todos e seguimos nosso rumo pelas ruas do centro de São Paulo. Ele me deixou sozinha por uns instantes, enquanto foi pegar mais uma dose, aproveitei para atravessar a rua e me informar sobre – aí sim – o puteiro de verdade que ficava bem em frente à festa que fomos. “Mulher pode entrar, é R$10 por pessoa, fumar só aqui fora”. Ok, em princípio era uma boa ideia. “Péssima ideia ficar perambulando sozinha pelo centro no meio da madrugada. Tem um Homem do seu lado não é só para te comer, não. Se liga”. Sentenciada a bronca, voltamos ao outro lado da rua decidir nosso futuro. Quando mais uma vez Ele foi reabastecer nossos copos, conheci uma mulher que estava indo ao Love Story e tinha um bom esquema por lá.

Uma das lembranças mais fortes da minha adolescência eram os meninos nos deixando em casa após uma balada e indo para o famoso LS, onde obviamente, não éramos bem vindas. Topei na hora! Adoraria conhecer aquele lugar! Ele voltou e partimos os três, mas pelo jeito e LS mudou bastante nessa décado que separa minha puberdade da maturidade e de cara fiquei decepcionada. Muito cheio, um público que não tinha a cara, o cheiro e o jeito de “sexo” que habitava minhas fantasias.

Voltamos à estaca zero e resolvemos entrar no puteiro da frente da festa, cujas informações peguei sem Ele por perto. “É possível que tenham muitas mulheres andando nuas” – confesso, nunca havia entrado num puteiro aqui. “Mas eles darão descaradamente em cima de você?”. “Não”.

Entrei fascinada e curiosa e fui direto ao banheiro. Haviam duas putas se arrumando e cheia de vontade de saber mais sobre elas, fiquei por lá mais tempo do que deveria. Fiz perguntas que foram respondidas com simpatia. Sim, gozavam com os clientes diversas vezes, já fizeram orgias, sexos grupais e até se apaixonaram. Eu estava molhada com aquele papo e logo voltei correndo para o meu macho. O ambiente era pequeno, havia um palco no meio, retangular, com um pau em cada extremo. Ao redor, umas 6 mesas quadradas (mais ou menos duas mesas por parede) e o bar. Em uma das mesas estava uma meia dúzia de pessoas, entre putas e clientes, em outra um casal – esta era a única profissional quase sem roupa, ela estava de calcinha preta e uma camiseta curta e larga, que ora mostrava-lhe os seios, ora a bunda. Na terceira mesa ocupada estávamos nós. Eu e Ele pela 1ª vez desbravando um ambiente de putaria.

Ele queria de qualquer forma que eu subisse no palco vazio e desse um show para todos os presentes. Mas estréia é sempre uma ocasião que constrange um bocado e optei por dar o show, porém com ele ali, sentado abaixo dos meus pés. Todos veriam, mas a performance seria para e de olho nele.

Segurei o pau com as duas mãos e comecei a roçar minha buceta nele, subindo e descendo. Virei de costas, subi as mãos acima da cabeça e desta vez esfreguei meu rabo, no mesmo movimento, do alto até quase o chão. Passava a mão pelos meus seios, deixando-os à mostra, enquanto enfiava a outra mão entre minhas coxas, já bem à mostras pelo vestido curto. Estava excitada de estar sendo vista por estranhos, na presença Dele, que me olhava com cara de tesão. Comecei a rebolar, levando cada vez mais a saia, até que aparecesse minha bunda com a calcinha vermelha, bem fininha, enfiada no rabo. Deixei que uma das alças do vestido escorregasse pelo meu ombro e então eu dançava com a bunda e o seio aparecendo, me acariciando, com cara de vadia que encontrou o seu lugar. Enfiei os dedos dentro da minha buceta encharcada, tirei e os enfiei na boca Dele, para que sentisse meu mel. Continuei me masturbando, de olhos fechados, me proporcionando tanto prazer que não importava quem estivesse ao redor. Agora eu só pensava em pica. Numa bem grossa, para controlar meu fogo, para preencher todo minha boca, para me invadir o corpo. A alma. Agora eu queria dar e o showzinho já não mais me satisfazia.

O puteiro só permitia carícias mais pesadas, porém nada de penetração. Desci, encontrei meu corpo junto ao Dele, senti sua mão me invadindo as entradas, gemi de prazer e na sequencia implorei: “me come, me dá teu pau, mete em mim com força, como você faz sempre, como você nunca fez antes”.

Saímos desnorteados de tesão, daquele ambiente sincronizado com luz vermelha e música ambiente para as luzes e buzinas que se enfrentavam todas as noites no centro da capital paulista. Pegamos um táxi e começamos a nos atracar dentro Dele. Os 10km que nos separavam de casa mais pareciam uma longa viagem, tamanha nossa vontade de fazer sexo.

Em casa, Ele arrancou minha calcinha e antes mesmo de ascender as luzes, seu pau já estava dentro de mim. Sentia-o pulsando cada vez mais a cada estocada, sentia sua mão palmar com força minha bunda, sua barba roçar na minha nuca. Eu estava com o corpo debruçado em cima da mesa, Ele puxava meu cabelo, me puxava mais para dentro Dele, me batia, me socava a pica. Gozamos.

O ponteiro do relógio anunciava inutilmente que eram quase 6h da manhã, os primeiros raios de sol que invadiam nossa cozinha já havia nos dado esta informação. O dia amanhecia, mas a noite ainda não havia terminado.

Ligamos o som, abrimos uma garrafa de champanhe, ele tirou minha calcinha vermelha e a fita que enlaçava minha coxa. Dançamos juntos, nos acariciamos, brindamos, bebemos. E trepamos horrores. Ele tinha uma putinha à sua disposição. Entre um gole e outro Ele fazia um sinal para mim, socava a pica para fora, me mandava descer e chupá-lo. Minha boca deslizava, engolia, subia, descia. Com as mãos, acariciava seu saco, depois passeava por eles com a minha língua, ficava na cabecinha, colocava-o até o talo.  Punhetava e chupava e punhetava e chupava, até sentir seu líquido quente chegar à minha garganta, escorrendo pelo canto da boca, brigando por espaço com seu pau ainda enorme, ainda pulsando, ainda em mim.

Bebíamos, dançávamos, cantávamos. O ponteiro do relógio insistia em correr e nós continuávamos a ignorá-lo. Entre um gole e outro, Ele me pedia para arregaçar as pernas e  me masturbar, enquanto degustava sua bebida. Depois, quando queria, me jogava novamente em cima da mesa, abria minha perna e socava seu pau. Fundo. Diversas vezes. Até o talo. Até nosso gozo. Até às 12h do sábado.

01 abril

O paradoxo (do) Amor ou simplesmente Amor

Amor é fogo que arde sem se ver;
É ferida que dói e não se sente;
É um contentamento descontente;
É dor que desatina sem doer;

É um não querer mais que bem querer;
É solitário andar por entre a gente;
É nunca contentar-se de contente;
É cuidar que se ganha em se perder;

É querer estar preso por vontade;
É servir a quem vence, o vencedor;
É ter com quem nos mata, lealdade.

Mas como causar pode seu favor
Nos corações humanos amizade,
Se tão contrário a si é o mesmo Amor
?” (Camões)

Há pouco mais de dois anos atrás eu escolhi me jogar na aventura de um grande Amor. Conforme eu mesmo disse aqui, temos sim um razoável nível de controle e leque de opções em relação a quem e quando amamos. O “problema” é depois que nos entregamos. A analogia que eu usei aqui foi a de um salto e acho que ela é de novo válida. Sim, escolhemos se vamos ou não nos jogar. Mas, uma vez suspensos no ar o nível de controle despenca rapidamente e deixamos de escolher o quanto e até o como queremos nos entregar à pessoa amada.

Eu sou completamente apaixonado por Ela. É um Amor de uma intensidade inédita para mim. Ótimo, lindo e delicioso quando estamos bem. Felicidade infinita. Sentimento de plenitude. Torturante, angustiante e horrível se não estamos. Vazio, cinza. Sentimento de incapacidade.

O Amor é um molotov de flores. Ou flores que explodem e queimam...

Certa vez vi na internet uma frase que gostei bastante, mas que reproduzo de memória. Dizia assim: ” O sexo democrático. É para putas, damas, cafajestes, adolescentes, anões, preto, branco, pobre, caretas. Já o Amor impõe uma condição: é só para corajosos.”

É isso. Para se jogar na aventura de um grande Amor é preciso muita coragem. Porque obviamente dói. E angustia. E dá medo. Mas, ao mesmo tempo estimula, encoraja, fortalece. Como ensina o mestre Camões, o Amor é paradoxal. Ou melhor, é a definição perfeita do próprio paradoxo.

Como definir melhor o significado da palavra paradoxo do que “um andar solitário por entre a gente”, “um não contentar-se de contente”, ou “ter com quem nos mata, lealdade”?

Quem ama se sente preso ao objeto do Amor. Ao mesmo tempo, Santo Agostinho sentenciava: quer ser livre? Ame. No Amor estamos presos, mas só no Amor somos verdadeiramente livres. Como isso é possível? É que a experiência amorosa é uma viagem radical e profunda de auto-conhecimento. No Amor vamos ao nosso íntimo, às profundezas de nossos anseios, medos e desejos. É no Amor que realizamos nossas mais secretas fantasias. Até porque, para realizá-las além de entrega e confiança é preciso uma boa dose de coragem.

O Amor, portanto, prende e liberta. Fortalece e fragiliza. Amedronta e encoraja. Mas, o maior dos paradoxos do Amor está na relação entrega x recebimento. Ou é aqui que o Amor se mostra o melhor sinônimo de paradoxo.

Quando amamos nos entregamos totalmente. Quanto mais nos entregamos, mais nos confundimos com a outra pessoa. Ou seja, nos transformamos, perdemos nossa individualidade e alteramos nossa personalidade, certo? Sim e não. Sim, nos transformamos, claro, mas isso independente de estarmos ou não amando, basta não ser muito teimoso. De fato, perdemos parte do que éramos. Por outro lado, o que somos, o que fica, que é sempre o mais intenso e importante de nós mesmos, se duplica. Porque o outro também se modifica e nos vemos nele. Somos nós ali também. O que antes era só eu agora somos nós. Nós dois. Um pouco de nós reside também no outro.

E então não somos mais um, somos dois, sendo somente um. Os desejos de um e de outro se mesclam. E de repente não sabemos mais (nem nos importamos em saber) afinal de contas quem tinha mesmo esse desejo? De quem era esse sonho? Quem queria realizar essa fantasia?

No Amor quanto mais nos entregamos, mais recebemos. Quanto mais nos transformamos, mais somos nós mesmos. Nos fundimos e somos um só, sendo tão separados que a felicidade e até o sorriso de um depende do outro. Os sonhos, os medos, as conquistas. Tudo é dividido. E por isso, multiplicado. Prazeres e dores. Sofremos juntos a mesma dor da pessoa amada, como também vivemos seus prazeres. Problemas e soluções, qualidades e defeitos, talentos e dificuldades. Meus, seus, Nossos. Tudo vivido em dobro, pelas duas pessoas que se amam.

Repare como quase todo mundo usa pronomes possessivos para se referir à pessoa amada. “Meu amor”, “minha vida”, minha mulher”. É claro que isso demonstra a insegurança que o Amor traz e necessidade de se reafirmar constantemente a posse do objeto de devoção.  Mas é também uma leitura correta. Ao se ver no outro, ao ver sues desejos seus sonhos, medos e realizações no outro, pensamos sinceramente: “sou eu ali. Naquela outra vida, naquelas experiências e escolhas estou eu. E, se tudo ali é um pouco de mim, é um pouco meu também.”

Meu objetivo diário. O sorriso Dela, que é meu. Porque eu sorrio Nela.

Complicado? Contraditório? Paradoxal? Simplesmente Amor.

21 março

Trepada em Garopaba II (Praia do Rosa)

Ela já estava sob efeito do álcool. Para não dizer muito, muito, muito bêbada. Mas, apesar do estado etílico, estava consciente. E queria provar daquele momento novamente, queria ser devorada, invadida. Já sabia há tempos o caminho para seu prazer. Que ainda lhe rendia sempre uma boa grana. Mas ultimamente tinha deixado a profissão para lá, talvez em busca de amorzinho, de carinho. Sabia que era impossível se livrar de seu fardo por muito tempo. Tinha este dom. Nasceu para dar. E não saber do amor. E aproveitar seus dotes para se sustentar, já que era o melhor que podia com a vida. Sempre havia sido desta forma. Sexo, por dinheiro. Que hipocrisia era aquela de negar o que era fato? Voltemos à origem.

Ele e Ela estavam na casa que alugaram, fazendo um jantar, transbordavam romantismo. Ele cozinhava, no cardápio tínhamos risoto de palmito e filet de peixe assado (ou era frito?). Pouco importou. Ele estava amando aquela Mulher que estava carente, vulnerável. E por mais absurdo que fosse, sentia falta Dela, não fisicamente, porque estavam sempre muito próximos – principalmente desde o início das férias. Mas de sua atenção, de suas gracinhas, de seu cuidado. Naquela noite, tudo parecia caminhar para que esta necessidade insaciável fosse cumprida.

Vestiu sua melhor roupa (de puta), com objetivo de atrair homens interessantes (e ricos), puxou o decote mais para baixo, aumentou o tamanho de suas curtas pernas, ao diminuir o da saia, dobrando-a em cima e na barra. Colocou a fitinha que havia ganhado. Aquela fitinha que enlaça a coxa, que Ela brinca, sobe, desce e provoca, a todos que passam. Aquela fitinha era muito especial. Nunca a havia usado.

Resolveram sair para comemorar a fase boa, as férias, os corpos bronzeados pelo sol do litoral sul do País – e, claro, tomar uns drinks. Após rodarem pelo local, optam pelo bar que tem mesas na varanda, pode fumar (para o prazer Dela) e tem boas bebidas no cardápio. Ela veste uma pequena saia rosa, comprada para agradá-lo, e uma regata cinza que deixa à mostra a alça de seu sutiã, também rosa, num tom um pouco mais claro, mas combinando com sua roupa e a deixando bem sexy, como era a ideia.

Ficou na dúvida entre o salto alto fino e a rasteira. Ficava mais sexy com o primeiro, mas havia lama entre sua casa e a avenida que lhe proporcionaria o prazer, seria melhor chegar sexy e com o salto sujo ou “humilde” e limpinha no sapato pé-no- chão que lhe deixava no tamanho natural – que sempre tentava negar para si mesma?

Sentaram no bar, Ele pediu uma tequila e Ela uma caipirinha de frutas vermelhas (que já sabia que não ia gostar, mas quis fazer graça, pedindo algo diferente para tentar – em vão – surpreendê-lo). Achou sua bebida ruim, mas disfarçou bem nos primeiros 10 minutos, até se render e partir para o Mojito. E dá-lhe álcool! Começou a elogiá-lo, provocá-lo, acariciá-lo… Disse o quanto o amava, que Ele era o Homem de sua vida e estava disposta a tudo para lhe fazer feliz.

Chegou à beira de estrada de sandália rasteira, já se sentindo derrotada, mas disposta e reverter o jogo. Era bonita, tinha no corpo as marquinhas do biquíni, estava bem queimada de sol e isso a deixava mais confiante, sentindo-se mais bela. Em meio às poças d’água dava passos lembrando que era muito boa de cama. Chegou onde imaginava ser um bom ponto e parou. Mas nenhum carro parava. A auto-estima proporcionada pela cor do verão estava saindo de si como as fumaças dos automóveis que passavam sem notá-la saia de seus escapamentos, se confundindo com a neblina da noite – e com a força Dela.

Embaixo da mesa de madeira, decorada com uma rosa e cheia de copos pela metade, as mãos Dele entravam e saiam da calcinha Dela, apertavam suas coxas, sentiam o molhadinho que escorria pelos seus dedos, evidenciando o tesão Dela. Ainda era cedo, o relógio não batia meia noite. Ambos estavam excitados, mas queriam tornar esta vontade pública, queriam ver gente, e – principalmente -, ser vistos enquanto se acariciavam, enquanto buscavam o sexo um do outro.

Um carro vinha em sua direção e parecia ter diminuído a velocidade ao se aproximar Dela. Ficou esperançosa, cheia de expectativas. Não gostava daquela exposição sem sucesso, de ficar de pé por horas e não chamar atenção de ninguém, de demorar tanto para ser requisitada. Apesar destes incômodos, sentia-se segura, sabia do seu potencial e bastava uma chance para cair de boca e se fazer provar seus dons. Era tiro certo. O carro deu seta e encostou. A janela se abriu e o Homem que dirigia o carro perguntou seu nome. Ouviu com estranhamento. Geralmente responde qual é seu preço, o que importava se era Joana ou Marcela? Daniela ou Janaína?

Saíram pelas ruas em passos tortos, se apoiando um no outro, se roçando um no outro. Entraram no carro e saíram em busca de algum lugar para dançarem, para se curtirem publicamente. Nada de bom aparecia. E cada vez mais adolescentes ganhavam as ruas. A vontade um do outro não cessava. Faziam brincadeirinhas, Ele começou a provocá-la, tirou seu pau para fora e fez com que Ela o chupasse, mesmo quando estava dirigindo bem devagar, desviando das pessoas que bebiam na rua, entre um isopor e outro. “Chupa gostosa, chupa minha pica toda, que agora vou e levar para casa e te comer gostoso”, Ele disse.

“Meu nome é Érika”, foi o primeiro nome que veio em sua casa cabeça e Ela gostou da escolha de guerra. Ele também. “Érika, bonito nome. Você não quer entrar no carro para irmos a algum lugar?”. O clima foi esquentando enquanto andavam pelas ruazinhas de terra, ainda molhada pela chuva que caira durante a tarde. Ela abriu sua calça, começou a bater uma punheta e seguiram pela estrada.

Chegaram em casa e não deu tempo de ir até o quarto. E nem queriam. Desejavam se amar em cada pedaço existente no mundo e por ora, começariam pela sala. Dançando, Ela rebolava para Ele, andava, mostrava sua calcinha enfiada no rabo, descia até o chão, subia, deixava a blusa escorregar pelos seus ombros, expondo primeiro seu sutiã, depois seus seios livres, com o biquinho bem rígido.

Ela encontrou em cima da cama alguns biquínis e outras peças curtas e sensuais – e começou seu desfile. Sentado, tomando uma cerveja, Ele a observava enquanto vestia e tirava as roupas. Queria uma puta nesta noite e estava satisfeito com sua sorte. Era bem o que desejava, o que havia imaginado para si. E lá estava Ela, cumprindo com sua obrigação ao dar prazer a Ele.

Puxou-a pelo braço e a posicionou de costas para si, com o tronco apoiado na mesa de jantar, as pernas bambas tentavam se firmar no chão, enquanto Ele empinava sua bunda, pronto para enfiar seu pau dentro Dela. Ela virou para olhá-lo e levou um tapa na cara, era assim que gostava de apanhar enquanto era comida. Sentiu prazer e empinou ainda mais o rabo, perdendo de vez o controle sobre os pés, que se balançavam de acordo com o vai vem do quadril Dele.

Havia colocado a calcinha de lado para abrir caminho para seu pinto, gostava de começar a transar olhando a calcinha de vadia que usava, mas em breve a tiraria. Enquanto a devorava com força, dizia putarias em seu ouvido, lambia sua nuca, apertava seu seio, segurava o bico, dava mordiscadas em suas costas e tentava se aproveitar o máximo que fosse possível daquela Mulher.

Ela gemia e pedia mais, mais força, mais estocadas, mais putarias, mais carinhos, mais, mais e mais. Queria mais daquele Homem que a fodia como gostava, queria tudo que pudesse dele extrair.

Estavam compassados, Ela o empurrou com a bunda, ajoelhou-se e passou a chupá-lo vorazmente. Descia com seus lábios até o talo, subia, o tirava da boca, engolia suas bolas, voltava para o pau, beijava a cabecinha, acariciava ele todo, escorregava até tê-lo inteiro dentro da boca. Ele segurava o cabelo Dela, empurrando o pinto bem para dentro.

Ele a levantou e a jogou na cama de solteiro que fazia papel de sofá, na sala da casa alugada para o verão. Colocou-a de quatro e novamente penetrou seu rabo. De forma mais lenta, enfiando pedacinho por pedacinho, deixando que ele entrasse em seu ritmo, desbravando seu escuro mais interno. Acelerou o ritmo ao sentir que Ela queria mais, que estava prestes a gozar. Uma, duas, três, meteu com força, segurando-a pelo cabelo. Ela rebolava, se abria, mordia uma almofada para segurar seus gemidos que escandalizariam seu gozo. E gozou. E quando voltou a si, sentiu o gozo Dele escorrendo pelo seu corpo, nas suas costas, na sua bunda. Completamente feliz e extasiado, olhou para sua Mulher e agradeceu por Ela ser sua puta.

04 fevereiro

Trepada em Garopaba – I (Guarda do Embau)

Estávamos em uma praia de Garopaba, cada um em sua cadeira, com seus respectivos livros em mãos. O sol, tímido atrás das nuvens, raras vezes dava o ar da graça. A praia era bem grande, era nosso primeiro dia e resolvemos dar uma caminhada para conhecer o local. Nos primeiros passos, casais nos acompanhavam e, mais para frente, só tínhamos a companhia de homens ou mulheres sozinhos, vestidos de “saí para malhar”. Enquanto nós, apenas de biquíni e sunga, tínhamos (sem ainda saber), outro objetivo (ou seria o mesmo, de outra forma? Rs).

As dunas compunham a paisagem do lado direito, enquanto do lado esquerdo contemplávamos o azul do mar, sempre muito gelado. Conforme fomos avançando, não víamos nem mais os supostos esportistas. Estávamos a sós. Eu, ele, o mar e um paredão de duna perfeitamente posicionado.

Admiramos o cenário, prometemos voltar mais vezes e lamentamos não ter levado a canga para passear também. Como se fossemos precisar, tanto da canga, quanto do retorno. Eu e ele ali não precisávamos de mais nada. Ah não ser, um do outro. Já me sentia amolecida pelo calor, não da temperatura ambiente, mas dos nossos corpos, que ainda mal se encostavam. Ao cruzar os olhos dele, já senti umedecer entre as minhas pernas, Ele já estava com aquela cara de tesão que me excita só de imaginar, devorando meu corpo com a sua visão, para em breve se aproximar e me degustar com todos os sentidos.

Eu estava com um biquíni novo, bem pequeninho, que Ele havia me dado de presente. Biquínis pequenos o levam à loucura e comecei a me esfregar, rebolar, e provocá-lo, mostrando um pouco de um seio, ora de outro, um pedaço da buceta, a marquinha da bunda… Ele começou a se acariciar numa punheta gostosa, o pau Dele era ainda mais bonito contrastando com a areia branquinha e o céu azul. Ele logo tirou a sunga e sua cor morena fez com que eu não resistisse, abrisse mão do showzinho e me aproximasse de seu corpo, implorando para ser comida, mesmo em silêncio.

Mas ainda não era hora. Estávamos num lugar lindo, nos admirando, fotografando, sentindo a natureza, o vento, ouvindo o barulho do mar, e nos instigando, cada vez mais… Peguei seu pau na minha mão e bati uma para Ele, enquanto descia para enfiá-lo na minha boca, o máximo que possível fosse, sentindo seu gosto, seu cheiro, seu desejo pulsando na minha língua.

Virei de costas e empinei minha bunda, oferecendo para Ele, que disse uma putarias, pedindo para eu pedisse, suplicasse, implorasse pelo seu pau. Mas o desejo de ambos, a sensação de estar em um local público, ao ar livre, em plena luz do dia, com os corpos totalmente nus, expostos, mas só nossos, fez com que buceta e pau se abocanhassem como imã. Senti escorrer meu tesão, enquanto Ele pulsava dentro de mim, segurando com uma mão meu quadril e com a outra puxando meu cabelo, com brutalidade e carinho, com tesão e amor, até explodirmos num gozo mágico, natural, incrível.

Nos abraçamos, beijamos e vestimos. Em silêncio, ainda em transe, de mãos dadas e com sorriso estampado no rosto, voltamos caminhando. Passamos pelos esportistas e pelos casais preguiçosos, que nem imaginam quão boa pode ser vida alguns metros à frente. Sentados em nossas cadeiras, com respectivos livros em mãos, vimos o sol tímido aparecer. Para nós. E para os apaixonados que se sentem iluminados (mesmo estando nublado!), pelo privilégio do amor.

11 dezembro

Minha

Minha. Quem disse que ela foi minha?
Se fosse seria rainha
que sempre vinha aos sonhos meus

Como Ela mesma já relatou aqui, nosso nível de entrega (e com isso a intimidade e, portanto, a qualidade do sexo) só aumentam. É comum ambos nos pegarmos impressionados com o grau de desejo, de vontade, de necessidade que temos um do corpo do outro, do sorriso do outro, da satisfação do outro, do gozo do outro.

Mas Ela (ainda) não é minha. Ela não gosta quando eu falo isso, porque, segundo Ela, nunca foi tão de alguém como é minha. Eu até acredito, e vivo sua entrega diária. E me delicio. E me aproveito. E também eu me entrego e me apaixono cada dia mais. Mas Ela não é minha, se fosse seria a rainha… Apesar disso, no último dia 2 de dezembro, atingimos um nível de fusão e de entrega que por instantes Ela foi totalmente minha. Óbvio que gozamos loucamente…

Eu tinha ido a um bar com uns amigos e Ela a outro, com amigas. Mas como tínhamos passado a eternidade de um dia afastados, queríamos nos ver. E, como há algumas semanas não fazíamos, queríamos sair só nós dois. Dançar, seduzir, acariciar, enfim, namorar sem ninguém puxando papo ou fazendo cara de “ai que saco esses dois”. (Os invejosos não se cansam de perder a linha…).

Marcamos de nos encontrar em uma baladinha de samba rock, onde a banda de um amigo meu convidava pra cantar uma amiga dela. Era o dia nacional do samba, e embora como Ela fez questão de frisar samba rock não é bem samba, era o que tínhamos. E o início da noite foi só samba mesmo.

Cheguei um pouco atrasado e no caminho Ela já começou a me mandar mensagens provocantes. Nos encontramos na área externa e já ficamos naquele amasso gostoso. Ela estava vestida conforme as instruções que eu havia passado: mini saia, uma calcinha fio dental preta e roxa cortininha na frente que eu adoro, blusa leve, fácil de entrar, sem sutiã. Ali mesmo resolvemos tomar um ácido e eu já fiquei passando a mão dentro da sua saia, acariciando sua bunda, puxando ainda mais a calcinha pra dentro do seu rabo, pegando na sua virilha e agarrando-a inteira com minha mão. Fomos para o salão e dançamos, saímos de novo e ficamos nisso umas duas horas, até que resolvemos que era hora de ir.

Antes de chegarmos ao carro, eu já tinha planejado que Ela me faria a chupeta maravilhosa que Ela faz, e eu gozaria em sua boca. Fazia calor, então fechei o vidro que Ela tinha aberto e liguei o ar. Abri o zíper da minha bermuda e mandei que Ela subisse a saia e baixasse a calcinha, mostrando-se para mim. Ela o fez e também atendendo o que eu dizia começou a se acariciar.

Algumas ruas depois eu já estava latejando de tesão e pedi que Ela me chupasse. Ela chupou um pouco, mas queria ser penetrada. Desviei o caminho e estacionei na frente de um bar fechado, em uma rua mais ou menos escura. Ela então subiu em cima de mim, montando, pronta para cavalgar. Mas o carro estava apertado, apesar de ser um desses utilitários esportivos. Pus o banco para trás, ganhamos espaço, mas continuava travando nossos movimentos. “Sai do carro. Vai até a frente e apóie-se no capô.

Ela obedeceu, e ao passar na frente do bar fechado, uma luz dessas com sensores de movimentos acendeu. Quando eu passei (mais devagar), no entanto, ela permaneceu apagada. Vizinha ao bar fechado havia uma casa residencial onde algumas pessoas conversavam longe, em algum cômodo para dentro.

Subi sua saia, Ela molhou-se um pouco com os dedos e comecei a penetrá-la. Estávamos com muito tesão. Eu segurava firme sua cintura e Ela vinha para trás para que eu entrasse ainda mais profundamente em seu corpo. Sua entrega era mais intensa que outras vezes. Ela sempre me permite manipulá-la conforme minha vontade, no que eu me aproveito, mas nesse dia era como se Ela me entregasse mais que seu corpo, era como se me entregasse seu interior, suas fantasias, seu desejo… Ela queria ser minha, mais e mais minha. Inteira minha. Total e profundamente minha.

E queria demonstrar como era minha para mim, para si mesma, para o mundo. Estava mais do que nunca orgulhosa de ser minha. De pertencer a um homem como nunca pertenceu a ninguém. Assim, o fato de estar sendo possuída no meio da rua era motivo de orgulho. Ao contrário das outras vezes que trepamos em locais públicos, Ela não tinha pudores. Se abria e gemia como queria. Como Ela queria. Como eu queria.

Sim, porque a magia da entrega total é essa. Ela foi tão minha naqueles instantes que não é possível definir o que era desejo Dela e o que era meu. Como a própria afirmação nos mostra. Repare: se (ou quando, tanto faz) Ela é minha, seu corpo é meu, seu gozo é meu, seus desejos e sonhos são meus… São meus. Meus desejos, meus sonhos…

Enfim, Ela vinha para trás e gemia deliciosamente. Não era alto. Ela não gritava. Mas era um gemido solto, livre, espontâneo, e delicioso! O fato de a luz acender às vezes, tirava a concentração, mas não nos inibia. O gozo Dela começava a se aproximar quando surgiu do outro lado da rua um cara passeando com seu cachorro.

Pelo amor de deus né? Passear com o cachorro às 3 da manhã é muita falta do que fazer… Por instinto parei e acobertei seu corpo. “Não para. Foda-se o viadinho.” (Ela cismou que o cara era viado). “Vem me come. Me come gostoso.” Conforme o sujeito ia andando, seu ângulo de visão melhorava e ele podia nos ver cada vez mais e nitidamente.

Mas naquela noite Ela era totalmente minha. E, orgulhosa, queria se mostrar. Queria escancarar o quanto era bem comida, o quanto agüentava ser possuída diariamente. O quanto era capaz de me dar prazer, de ser entregar, de ser minha Mulher, minha amante, minha puta. E seu desejo era meu. Eu queria mostrá-la. Exibi-la. Abaixei sua blusa, deixando seus peitos à mostra, e comecei a comê-la com estocadas mais longas, fazendo meu pau sair quase inteiro para depois voltar para dentro Dela. Ela olhava para mim com aquela cara de vadia que eu adoro e depois olhava para o viadinho que fingia não dar atenção ao que acontecia. Quando ele parou, na nossa diagonal e então ficou olhando mais fixamente, Ela se virou para ele, inclinando a frente do corpo em sua direção e começou a levantar a perna direita, mostrando-se por inteiro. Eu segurei sua perna mais alto e se estivesse próximo o suficiente o cara veria muito claramente meu pau entrando e saindo de sua buceta encharcada de tesão. O cachorro, que estava solto, foi para mais longe e o sujeito foi atrás, afastando-se de nós e perdendo sua visão privilegiada. Ela voltou a apoiar-se nas duas pernas, de costas para mim, e a se concentrar em seu prazer. Comecei a possuí-la com mais firmeza e Ela fechou um pouco as pernas para sentir mais intensamente a penetração.

O cara ainda nos via, ainda que não tão bem quanto antes, mas Ela não olhava mais para ele. Gemendo cada vez mais alto e com a respiração ofegante sentia meu pau entrar e sair de dentro Dela, enquanto eu segurava firme sua cintura com uma mão e com a outra ora puxava seus cabelos ora segurava seu peito, alisando aquele corpo que mais do que nunca era meu.

Assim, Ela gozou deliciosamente, e como sempre, seu corpo fraquejou, Ela arqueou e eu a segurei.
Alguns segundos depois, Ela se recuperou e anunciou: “Quero seu gozo”. “Ainda agüenta pica?” perguntei. Ela apenas sorriu e se virou novamente. É claro que ainda agüentava. Seu pau estava duro e faltava ainda o gozo que é Dela. Com a penetração facilitada pela lubrificação de seu orgasmo, entrei com tudo em seu ventre e passei a comê-la com voracidade.

Aquela Mulher, aquela pessoa, aquela criatura, que é o maior Amor da minha vida, era totalmente minha e eu podia rasgá-la se quisesse, vira-la do avesso, penetrar em cada um de seus buracos. Eu queria encharcá-la com meu gozo. Dentro de seu útero, na sua boca, no seu corpo. Como estávamos em estágio avançado de fusão, esse era também o desejo Dela. E assim foi feito.

Me olhando com cara de safada, rabinho empinado para facilitar a penetração e deixar todo o movimento eroticamente mais belo, ela gemia livremente, como se o mundo fosse nossa casa e toda a Criação tivesse como única função servir ao nosso Amor. Quando eu percebi que ia gozar, passei a dar estocadas mais longas, para poder dividir o esperma e gozar dentro e fora Dela. Ainda dentro de seu ventre e após sentir as primeiras ejaculações, tirei todo o pau para fora e gozei em suas costas e bunda, como queríamos. Ela então se virou, me abraçou por alguns instantes e sem eu pedir nada, desceu, lambeu e chupou minha pica, deixando-a limpinha e enchendo sua boca com meu gozo, que é Dela, como meu pau, meu coração, meus sonhos, meus desejos…

10 novembro

Strip ao contrário

Esse post era para ser uma mera reprodução ilustrada dessa crônica do Xico Sá, que eu li faz tempo (no começo do ano, quando ela foi postada, provavelmente). Mas aí, relendo a dita cuja, vi que embora nossos prazeres se assemelhem, a forma com que eu vivo a apreciação é diferente, então resolvi fazer um relato livremente inspirado no grande cronista.

Até hoje, esperar Ela ficar pronta para sairmos pode se tornar algo ligeiramente estressante. Nada além de uns resmungos e umas bufadas de minha parte, mas chato. No entanto, quando não temos horários e tal, e estamos sem as crianças, gosto de fazer algo bem mais gostoso do que assistir televisão ou qualquer outro passatempo. Me delicio com seu strip ao contrário.

O strip ao contrário, como é óbvio supor é o espetáculo belíssimo e delicioso de ver uma Mulher se vestindo. No meu caso particularmente é um show erótico imperdível, simplesmente porque Ela se vestindo, passando cremes, mudando de roupa, pedindo opinião e me provocando é uma trepada sensacional!
No mais das vezes, me sento na cama, e fico batendo uma punheta enquanto Ela “se apresenta”. Invariavelmente o show começa com Ela recém chegada do banho, embora às vezes eu inicie minha contemplação no banheiro mesmo (o que é digno de outro post, e por isso deixa pra lá).

Então, tem início o ritual dos cremes. Ela nua, circulando pelo quarto, e alisando seu corpo, já seria excitante o suficiente. Mas para me provocar, Ela vem para perto de mim, levanta as pernas uma de cada vez, passa as mãos lambuzadas de hidratante pelas coxas, tornozelos e virilha, oferece-se ao meu olhar, e sorri maliciosamente ao ver que já estou mais do que pronto para penetrá-la.

O strip ao contrário começa com a calcinha. Ela sempre pede para eu escolher suas roupas e lingeries. As roupas, Ela pede para eu optar para saber com qual Ela não vai, mas nas lingeries costumo ser ouvido. Sempre escolho calcinhas minúsculas e procuro combiná-las com a roupa que em tese Ela usará. Não importa. Durante o espetáculo além de enfiar o fio dental no rabinho e se insinuar rebolando para mim, Ela costuma ficar para lá e para cá de calcinha, passando os cremes do rosto, decidindo sobre a roupa e conversando futilidades como se eu não estivesse latejando de tesão, literalmente com o pau na mão e Ela perguntando: ” E essa (e), (roupa, vestido blusa…) você gosta?“. É justo dizer que embora raramente Ela vá com a roupa que eu escolhi, Ela nunca vai com uma que eu não me entusiasme, de forma que se eu falo menos empolgado, o traje é descartado.
E o melhor do strip ao contrário que Ela me faz é exatamente isso. O show é particular e dirigido. Me sinto um rei. É tudo para mim. Mais do que um ritual de vestuário é um ato de entrega, de carinho, de dedicação ao outro. Por isso digo que é uma trepada tão boa.

Como normalmente Ela veste mais de um modelito, a cena se repete umas duas ou três vezes e não é incomum, nos perdermos e eu devorá-la antes do show acabar. Quando consigo controlar minha ansiedade, no entanto, o espetáculo continua, com Ela sempre se esmerando para me provocar e agradar cada vez mais. Faz pose, caras e bocas de Mulher decidida, que Ela sabe que eu adoro, e vai vestindo peça por peça e desfilando para mim.
Às vezes, requinte de crueldade, ainda semi nua, me lambe, passa a língua no meu corpo, morde meu peito e chupa meu pau um pouco, para depois colocar uma nova muda de roupa. (Tem vezes que é Ela quem não aguenta e implora para ser possuída, mas isso também vale outro post…).

Quando “só” falta vestir de fato a roupa e o show já se anuncia no final, invariavelmente Ela me dá uma olhada, ou me faz o carinho que é o sinal:

"O show acabou. O que você vai fazer agora?"

22 outubro

Sobre realidades e sonhos realizáveis

As prateleiras de auto ajuda das livrarias estão fartas de conselhos sobre o que fazer para ter uma vida de sucesso, ser feliz, realizar sonhos.
Eu luto diariamente para ter uma Mulher que é “simplesmente” a que escolhi para passar o resto da vida ao meu lado. Felizmente tenho conseguido. E isso já é um baita sonho realizado. Mas convenhamos, ele só vale a pena se outros pequenos sonhos se realizam, e se os que não se realizam parecem, em grande parte, prestes a se realizar…
No último feriado estivemos, mais uma vez, na mais bela das cidades do mundo. Em meio a ótima companhia e quantidades industriais e desnecessárias de álcool, uma conversa com Ela de manhã ilustra a alegria que é ter uma Mulher como Ela ao lado, e porque Ela é aquela com quem quero passar o resto dos dias.
Era quase meio-dia quando acordamos e iniciamos o dia com um sexo carinhoso e delicioso. Nus e abraçados conversávamos amenidades quando comecei a me lembrar de um sonho que tinha tido na noite anterior. (Ela sempre sonha muito e conta seus sonhos, eu também conto, mas costumo lembrar – ou sonhar, não sei – menos). Conforme ia contando, ia lembrando mais do sonho que começou com uma vaga memória de uma trepada num banheiro com porta de treliça. Pela treliça, quem estava dentro do banheiro conseguia ver com relativa nitidez o que se passava fora, mas de fora não se via nada do que se passave dentro.
Aos poucos a imagem dela de vestido levantado, pernas abertas, rabo totalmente a meu dispor, minha pica entrando fundo dentro Dela e eu vendo tudo por entre a treliça no espelho que ficava fora em frente a porta do banheiro, foi ficando cada vez mais clara e excitante. Mas que banheiro era aquele? Como fomos parar ali?
Forçando a memória, lembrei que estávamos num bar nas Laranjeiras, pequeno, com nome de virtude. O banheiro era o feminino e havia sido Ela quem me empurrou lá para dentro. Eu havia saído do banheiro masculino e Ela estava na fila do feminino, que estava vazio. Era uma tocaia. Como boa caçadora, Ela esperou a hora certa do bote. Uma vez dentro do vestíbulo, Ela sentou na privada tirou meu pau ainda mole para fora, começou a chupá-lo e punhetá-lo. Como a ereção ainda era pequena Ela o abocanhava por inteiro e o fazia crescer cada vez mais. Quando sua boca completamente preenchida não dava conta de boa parte da minha pica, Ela se levantou, abriu as pernas, e com o vestido jogado por sobre suas costas ofereceu seu corpo para minha penetração. Segurei-a firme pelas ancas, como eu sei que Ela gosta e pus vagarosa, mas continuamente todo meu pau dentro Dela. Olhando para trás com cara de safada, Ela apenas sorriu. Comecei e meter com mais velocidade e senti que meu gozo demoraria o que me fez acelerar o vai-e-vem da penetração.
Ela mesmo tapou sua boca, e como sempre faz quando está prestes a chegar ao orgasmo, levantou mais o quadril e veio mais para trás como quem quer mais e mais pica. Segurando ainda mais firme em sua cintura continuei a penetração até que Ela gozasse. Segurei seu corpo e agora de forma leve e tranquila dei mais algumas estocadas enquanto Ela tremia todinha. Levantei-a. Subi sua calcinha. Beijei-lhe. Abracei-lhe, aconchegando-A em meu corpo, enquanto Ela recuperava as forças. Ah, que Mulher…
Eis que voltando ao mundo real do quarto, de súbito a memória se completou! Isso ocorrera na véspera! Não fora sonho. Ela sim é que era uma Mulher de sonhos. A Mulher dos meus sonhos. Minha Mulher.
Na verdade a experiência nem é nada demais, nem difere muito de outras experiências que já relatei aqui e vivemos incontáveis vezes (Ela adora dar em lugares públicos, mas escondida, e voltar à roda de amigos satisfeita, com gozo no corpo, bem comida. Ela não diz, mas sei que sente levemente superior aos simples mortais…) A questão é que foi surpreendente, inédito e muito gostoso confundir sonho com realidade. E só Ela me desperta isso. Ou será tudo isso um sonho?

07 outubro

Sobre intensidades, excessos e paradoxos ou Isso somos Nós

Filed under: Isso somos Nós — by Eu @ 15:12

Não tenho a menor ideia de quando A conheci. Amiga da minha irmã caçula de longa data, e colega de classe de meu irmão, frequentava a casa de meus pais desde quando eu não me importava com isso.
Me lembro quando A quis (e tive) pela primeira vez, e já contei isso aqui. Também já contei aqui quando nosso sexo teve um clic e começou a ficar bom de verdade. Porém, também não me lembro quando foi que meu Amor por Ela tomou essas proporções homéricas e simplesmente fez com que a felicidade, a alegria e até meus sonhos saíssem de mim. Ou melhor, não se contivessem em mim. E, estivessem de tal forma Nela, que, sem Ela eles não existem.

E assim, sinto que cada vez mais avançamos na construção de Nós. Sim, Isso somos Nós. E nos construímos diariamente. Não é fácil e nem tudo são flores. Mas, Isso somos Nós. Temos muito a melhorar. Menos a ferir, mais a amar. E tenho certeza que conseguiremos, pois Isso somos Nós. Temos lugares a conhecer e filhos para ter, porque Isso somos Nós. Temos infinitas gozadas e sexo sempre, e sempre melhor. Porque Isso somos Nós.Temos o blog mais lindo e romântico do mundo, e Isso somos Nós. Temos força e disposição de sobra para enfrentar os invejosos e toda a sorte de dificuldades, porque Isso somos Nós. Temos passos de dança a aprender e bailes a sambar, e Isso seremos Nós. Envelheceremos no Rio juntos, idosos, beberrões e tarados porque é Isso que queremos de Nós, e a construção de Nós só depende de, bem, é meio óbvio né?

A verdade é que a intensidade do Amor que sinto me põe em uma situação bastante frágil. Insegura. Perigosa mesmo. O paradoxo maior disso é que eu adoro! Ela mesmo já brigou comigo por essa vocação de me jogar de cabeça nos extremos logo na primeira oportunidade. No caso, Ela se referia a experiências lisérgicas e tendo a concordar com Ela, mas sou obrigado a admitir que como nos ensinou Quino “minhas fraquezas são mais fortes do que eu”.

Dá medo? Ô se dá! É uma dependência da alegria Dela, do sorriso Dela, do gozo Dela, do toque Dela… É lógico que dá medo. E, o exagero em toda entrega é geradora de desequilíbrios, e temos sofrido por isso de forma desnecessária e inútil.

Ah, mas por outro lado é muito bom! E não são situações inseparáveis! Ou seja, eu posso me jogar nesse Amor, sem sofrer(mos) de forma tola! É muito muito muito gostoso amar alguém assim, sentir que com Ela a vida é plena e nada me falta. E não há de faltar até o fim dos meus (Nossos) dias… Ah, meu Amor, dessa experiência extrema eu não abro mão…

05 outubro

Porque sem você meu amor eu não sou ninguém

Samba em Prelúdio
Composição: Baden Powell e Vinícuis de Moraes
 
Eu sem você não tenho porque
porque sem você não sei nem chorar
Sou chama sem luz
jardim sem luar
luar sem amor
amor sem se dar
E eu sem você
sou só desamor
um barco sem mar
um campo sem flor
Tristeza que vai
tristeza que vem
Sem você meu amor eu não sou
ninguém
Próxima Página »

Crie um website ou blog gratuito no WordPress.com.