Eu com Ela

11 dezembro

Minha

Minha. Quem disse que ela foi minha?
Se fosse seria rainha
que sempre vinha aos sonhos meus

Como Ela mesma já relatou aqui, nosso nível de entrega (e com isso a intimidade e, portanto, a qualidade do sexo) só aumentam. É comum ambos nos pegarmos impressionados com o grau de desejo, de vontade, de necessidade que temos um do corpo do outro, do sorriso do outro, da satisfação do outro, do gozo do outro.

Mas Ela (ainda) não é minha. Ela não gosta quando eu falo isso, porque, segundo Ela, nunca foi tão de alguém como é minha. Eu até acredito, e vivo sua entrega diária. E me delicio. E me aproveito. E também eu me entrego e me apaixono cada dia mais. Mas Ela não é minha, se fosse seria a rainha… Apesar disso, no último dia 2 de dezembro, atingimos um nível de fusão e de entrega que por instantes Ela foi totalmente minha. Óbvio que gozamos loucamente…

Eu tinha ido a um bar com uns amigos e Ela a outro, com amigas. Mas como tínhamos passado a eternidade de um dia afastados, queríamos nos ver. E, como há algumas semanas não fazíamos, queríamos sair só nós dois. Dançar, seduzir, acariciar, enfim, namorar sem ninguém puxando papo ou fazendo cara de “ai que saco esses dois”. (Os invejosos não se cansam de perder a linha…).

Marcamos de nos encontrar em uma baladinha de samba rock, onde a banda de um amigo meu convidava pra cantar uma amiga dela. Era o dia nacional do samba, e embora como Ela fez questão de frisar samba rock não é bem samba, era o que tínhamos. E o início da noite foi só samba mesmo.

Cheguei um pouco atrasado e no caminho Ela já começou a me mandar mensagens provocantes. Nos encontramos na área externa e já ficamos naquele amasso gostoso. Ela estava vestida conforme as instruções que eu havia passado: mini saia, uma calcinha fio dental preta e roxa cortininha na frente que eu adoro, blusa leve, fácil de entrar, sem sutiã. Ali mesmo resolvemos tomar um ácido e eu já fiquei passando a mão dentro da sua saia, acariciando sua bunda, puxando ainda mais a calcinha pra dentro do seu rabo, pegando na sua virilha e agarrando-a inteira com minha mão. Fomos para o salão e dançamos, saímos de novo e ficamos nisso umas duas horas, até que resolvemos que era hora de ir.

Antes de chegarmos ao carro, eu já tinha planejado que Ela me faria a chupeta maravilhosa que Ela faz, e eu gozaria em sua boca. Fazia calor, então fechei o vidro que Ela tinha aberto e liguei o ar. Abri o zíper da minha bermuda e mandei que Ela subisse a saia e baixasse a calcinha, mostrando-se para mim. Ela o fez e também atendendo o que eu dizia começou a se acariciar.

Algumas ruas depois eu já estava latejando de tesão e pedi que Ela me chupasse. Ela chupou um pouco, mas queria ser penetrada. Desviei o caminho e estacionei na frente de um bar fechado, em uma rua mais ou menos escura. Ela então subiu em cima de mim, montando, pronta para cavalgar. Mas o carro estava apertado, apesar de ser um desses utilitários esportivos. Pus o banco para trás, ganhamos espaço, mas continuava travando nossos movimentos. “Sai do carro. Vai até a frente e apóie-se no capô.

Ela obedeceu, e ao passar na frente do bar fechado, uma luz dessas com sensores de movimentos acendeu. Quando eu passei (mais devagar), no entanto, ela permaneceu apagada. Vizinha ao bar fechado havia uma casa residencial onde algumas pessoas conversavam longe, em algum cômodo para dentro.

Subi sua saia, Ela molhou-se um pouco com os dedos e comecei a penetrá-la. Estávamos com muito tesão. Eu segurava firme sua cintura e Ela vinha para trás para que eu entrasse ainda mais profundamente em seu corpo. Sua entrega era mais intensa que outras vezes. Ela sempre me permite manipulá-la conforme minha vontade, no que eu me aproveito, mas nesse dia era como se Ela me entregasse mais que seu corpo, era como se me entregasse seu interior, suas fantasias, seu desejo… Ela queria ser minha, mais e mais minha. Inteira minha. Total e profundamente minha.

E queria demonstrar como era minha para mim, para si mesma, para o mundo. Estava mais do que nunca orgulhosa de ser minha. De pertencer a um homem como nunca pertenceu a ninguém. Assim, o fato de estar sendo possuída no meio da rua era motivo de orgulho. Ao contrário das outras vezes que trepamos em locais públicos, Ela não tinha pudores. Se abria e gemia como queria. Como Ela queria. Como eu queria.

Sim, porque a magia da entrega total é essa. Ela foi tão minha naqueles instantes que não é possível definir o que era desejo Dela e o que era meu. Como a própria afirmação nos mostra. Repare: se (ou quando, tanto faz) Ela é minha, seu corpo é meu, seu gozo é meu, seus desejos e sonhos são meus… São meus. Meus desejos, meus sonhos…

Enfim, Ela vinha para trás e gemia deliciosamente. Não era alto. Ela não gritava. Mas era um gemido solto, livre, espontâneo, e delicioso! O fato de a luz acender às vezes, tirava a concentração, mas não nos inibia. O gozo Dela começava a se aproximar quando surgiu do outro lado da rua um cara passeando com seu cachorro.

Pelo amor de deus né? Passear com o cachorro às 3 da manhã é muita falta do que fazer… Por instinto parei e acobertei seu corpo. “Não para. Foda-se o viadinho.” (Ela cismou que o cara era viado). “Vem me come. Me come gostoso.” Conforme o sujeito ia andando, seu ângulo de visão melhorava e ele podia nos ver cada vez mais e nitidamente.

Mas naquela noite Ela era totalmente minha. E, orgulhosa, queria se mostrar. Queria escancarar o quanto era bem comida, o quanto agüentava ser possuída diariamente. O quanto era capaz de me dar prazer, de ser entregar, de ser minha Mulher, minha amante, minha puta. E seu desejo era meu. Eu queria mostrá-la. Exibi-la. Abaixei sua blusa, deixando seus peitos à mostra, e comecei a comê-la com estocadas mais longas, fazendo meu pau sair quase inteiro para depois voltar para dentro Dela. Ela olhava para mim com aquela cara de vadia que eu adoro e depois olhava para o viadinho que fingia não dar atenção ao que acontecia. Quando ele parou, na nossa diagonal e então ficou olhando mais fixamente, Ela se virou para ele, inclinando a frente do corpo em sua direção e começou a levantar a perna direita, mostrando-se por inteiro. Eu segurei sua perna mais alto e se estivesse próximo o suficiente o cara veria muito claramente meu pau entrando e saindo de sua buceta encharcada de tesão. O cachorro, que estava solto, foi para mais longe e o sujeito foi atrás, afastando-se de nós e perdendo sua visão privilegiada. Ela voltou a apoiar-se nas duas pernas, de costas para mim, e a se concentrar em seu prazer. Comecei a possuí-la com mais firmeza e Ela fechou um pouco as pernas para sentir mais intensamente a penetração.

O cara ainda nos via, ainda que não tão bem quanto antes, mas Ela não olhava mais para ele. Gemendo cada vez mais alto e com a respiração ofegante sentia meu pau entrar e sair de dentro Dela, enquanto eu segurava firme sua cintura com uma mão e com a outra ora puxava seus cabelos ora segurava seu peito, alisando aquele corpo que mais do que nunca era meu.

Assim, Ela gozou deliciosamente, e como sempre, seu corpo fraquejou, Ela arqueou e eu a segurei.
Alguns segundos depois, Ela se recuperou e anunciou: “Quero seu gozo”. “Ainda agüenta pica?” perguntei. Ela apenas sorriu e se virou novamente. É claro que ainda agüentava. Seu pau estava duro e faltava ainda o gozo que é Dela. Com a penetração facilitada pela lubrificação de seu orgasmo, entrei com tudo em seu ventre e passei a comê-la com voracidade.

Aquela Mulher, aquela pessoa, aquela criatura, que é o maior Amor da minha vida, era totalmente minha e eu podia rasgá-la se quisesse, vira-la do avesso, penetrar em cada um de seus buracos. Eu queria encharcá-la com meu gozo. Dentro de seu útero, na sua boca, no seu corpo. Como estávamos em estágio avançado de fusão, esse era também o desejo Dela. E assim foi feito.

Me olhando com cara de safada, rabinho empinado para facilitar a penetração e deixar todo o movimento eroticamente mais belo, ela gemia livremente, como se o mundo fosse nossa casa e toda a Criação tivesse como única função servir ao nosso Amor. Quando eu percebi que ia gozar, passei a dar estocadas mais longas, para poder dividir o esperma e gozar dentro e fora Dela. Ainda dentro de seu ventre e após sentir as primeiras ejaculações, tirei todo o pau para fora e gozei em suas costas e bunda, como queríamos. Ela então se virou, me abraçou por alguns instantes e sem eu pedir nada, desceu, lambeu e chupou minha pica, deixando-a limpinha e enchendo sua boca com meu gozo, que é Dela, como meu pau, meu coração, meus sonhos, meus desejos…

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